Tentei fugir de mim mesma noite passada, procurei sono dentro de mim, ele não existia. A única coisa que achei dentro do meu "eu" foi uma vontade imensa de tê-lo ao meu lado, de estar com ele, de olhar em seus olhos e ver que é só de mim que ele precisa, que é a mim, exclusivamente a mim que ele ama. Eu encontrei um amor muito forte, uma paixão arrebatadora com vontade de serem disfarçadas e talvez, esquecidas só por uma noite. Eu senti uma dor invadir meu peito e se espalhar pelas minhas veias como um veneno poderoso, e então, eu chorei. Deitada em minha cama, chorando baixinho, na esperança da dor se esvair junto às lágrimas. Minha única companhia era os meus bichinhos de pelúcia que, como bons amigos, me ouviram chorar em silêncio, sem nada perguntar. Eu abracei meu ursinho, com tanta força e ele nem ao menos, perguntou o por quê daquilo... E eu chorei o bastante para que eu me sentisse fraca a ponto de não ter forças tampouco coragem de levantar da minha cama, a ponto de ouvir minha mãe batendo na porta e nem sequer falar um "estou bem", até porque, mentir não estava nos meus planos naquele momento... Eu chorei até de madrugada, com meu celular em mãos, olhando aqueles olhos azuis que tanto me fascinam. Observando aquela boca bem desenhada que eu tanto sonho beijar, aqueles braços que um dia vão me envolver. Eu chorei olhando para o meu amor, chorei porque eu não acho que vou poder chamá-lo de "meu" por muito tempo mais. Chorei porque eu lembro que aqueles olhos ainda brilham quando estão com ela. Chorei porque dizer que o amor dele é nosso, não meu, é a dor mais agonizante que eu já provei... É de matar. Matar qualquer coração apaixonado, perdidamente apaixonado, no meu caso.
Eu, sinceramente, nunca pensei que me sentiria assim novamente. A última vez foi dilacerante a tal ponto que eu jurei jamais me permitir sofrer assim novamente. Uma jura desperdiçada, porque dor não é algo que se possa controlar... Eu nem sei direito o motivo de tanto choro, só sei que as lágrimas foram consequência de uma dor profunda e verdadeira, que vinha de algum lugar de dentro de mim... Talvez, eu saiba a razão dela, talvez, eu só esteja querendo me enganar, não pensar nisso de novo, para não trazê-la à tona. Sinceramente, não ando muito preocupada em distinguir esses fatos. O que, realmente, me interessa é me concentrar no que vou dizer, como vou me explicar, que palavras usar, ou achar uma força para demonstrar quando a hora da conversa chegar... Eu sinto que vai ser difícil, eu sei que será. E se ele, como estou prevendo, me pedir pra ir e não mais voltar, eu vou... De cabeça baixa, escondendo a dor, andando a passos velozes, para não cair na tentação de seguir o caminho de volta, no mesmo instante. Eu vou, porque a vontade dele sempre esteve na frente da minha, e porque se ele desejar dessa maneira é porque não é tão forte e verdadeiro quanto imaginei que era. Afinal, o que é verdadeiro, infinito se torna...
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