sábado, 25 de setembro de 2010

Mi Passione.

Minha paixão por você ainda está acesa em mim. Ainda mantém aquecido o meu coração... Sinto em lhe informar, mas ela não vai passar tão cedo...
Sabe o que é? Meu coração aprendeu que seu olhar é a luz que ilumina o meu caminho. Que seu sorriso é meu motivo pra sorrir... E que você é a melhor pessoa que pode existir... Então, não há como negar... Eu não aprendi a não te amar.
A verdade é que meu amor e paixão por ti ainda são minhas verdades...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

23/09/2010

Ontem a noite, quando controlei as lágrimas. Fiquei me olhando por muito tempo no espelho... E aí, vieram mais lágrimas incontroláveis. Mais e mais lágrimas... Eu me via triste de tal maneira, que até eu mesma tive pena de minha situação. Eu procurei você dentro de mim, no fundo dos meus olhos, esperando que eles não refletissem mais você... Que não radiassem o meu amor, ou explicitassem a necessidade que tenho de você. Mas foi em vão. Você estava lá (aliás, ainda está) dentro de mim... Dominando cada centímetro do meu ser... Mas só está em mim, não mais comigo... E eu chorava com essa ideia...Era como se um trem tivesse passado sobre mim, a toda velocidade. Aliás, era assim que eu me sentia: atropelada. Mas não por um trem, por uma onda de dor... Uma onde muito forte. Que me envolveu, e está me afogando aos poucos... Ficou difícil de respirar, de enxergar o que estava na minha frente, de pensar... Deitei e dormi. Dormi na esperança de espantar o sofrimento. Porém, tive um pesadelo contigo... Acordei tão assustada. Olhei meu celular eram 3:07 da manhã. Meus dedos começaram a digitar uma mensagem pra você, como eu sempre faço te contando de coisas tão banais, como um sonho contigo - seja ele bom ou não -. E então, meu cérebro se lembrou que não era só no pesadelo que não existíamos mais eu & você... Instantaneamente, parei de digitar. Suspirei, deprimida, olhando sua foto, naquela pasta exclusivamente sua do meu celular... Acariciei seu rosto, viajando, por um minuto só... Virei pro lado. Sentia uma lágrima escorrer, ignorei-a. E adormeci.
Sabe, meu dia já começou mal, me fazendo ter saudades tuas. Como se o aperto que sinto no meu peito não fosse suficiente pra lembrar que sinto sua falta... Despertei com meus pais brigando, não com uma mensagem fofa e carinhosa... E eu sofri, logo ali.
Até que o resto do meu dia deu pra levar normal. As pessoas vieram me perguntar o por quê da cara triste, mas eu inventei um caô básico. E elas acreditaram...
Daí, no almoço, amor... Foi tão triste. Eu enxerguei você sentado do meu lado, quando meu amigo pediu Strogonoff, e tomou Fanta Laranja... E o pessoal ria, eu ri também, até... Fez bem. Mas aí, comecei a ouvir música no meu Ipod, deitada no banco do colégio... E chorei muito muito mesmo... Porque tudo me lembrava você... Saí pelas ruas da cidade, sem rumo, olhando pra todos os lugares. Acho, eu, que querendo descobrir que você estava ali em algum lugar... Eu me fixei no céu... Procurando você nele, cuidando de mim... Mas nada de ti, amor... Nada. Nada... Eu chorei mais e mais...
Cheguei em casa e foi terrível. A pior discussão que já tive com meu pai... Ele me bateu, vida... Desculpa, tá? Eu te prometi que não deixaria que ele fizesse isso. Mas foi inevitável... Olhando por um lado um pouco positivo, sempre que encosto no roxo do meu abdomen, lembro de você... Imagino o que você falaria quando eu te contasse, a raiva que demonstraria... Tudo.
E eu sinto sua falta. Não devia, mas sinto... O que posso fazer? Sou completamente apaixonada por você... Espero que passe um dia. Não que eu creia nisso. Bem irreal essa possibilidade... Mas tenho fé que vou superar e curar o buraco que sua ausência deixou em mim...
Espero que no fundo, não seja um 'adeus'... Só um 'até logo'. Você é importante pra mim, não sabe o quanto... Eu só não conseguia mais te amar tanto, e ver que, no fundo, você ainda gosta de outra... Então, te digo 'volto já'. Torcendo pra que a minha volta seja rápida e que me esperes de braços abertos...
Ah, boa noite... E manda a Aline cuidar de você.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

And who knows what you might find ?

Pensando no meu futuro, cheguei à conclusão de que ele não é certo como as chuvas de verão. Ao contrário, ele se demonstra mais incerto e surpreendente a cada dia.
E a verdade é que apesar de a incerteza nos deixar angustiados, ansiosos e até um pouco amedrontados, os mistérios do futuro são tão atraentes. Aliás, qualquer mistério é atraente. Mas quando se trata de algo com relação a nós que nem nós conhecemos é mais... intrigante. E no final das contas, essa é a graça da vida. Viver procurando as respostas, a cada passo que se dá. É verificar cada canto do seu caminho, procurando um brecha que solucione algum "caso". É dar de frente há um muro e não desistir diante dele, porque se quer muito saber o que se esconde por trás... É legal buscar respostas pra perguntas que você desconhece...
Sabe, ontem, eu pensei muito em desistir... Em me deixar abater por algo que nem ao menos aconteceu ainda. Mas aí, eu olhei pro alto, e vi o lindo azul do céu... Descobri que não preciso de muito pra seguir em frente... Só tenho que lembrar que o muro não pode ser tão alto a ponto que eu não consiga ultrapassá-lo. Afinal, pra quem sabe o que quer, e tem motivos pra lutar. O céu é o limite...
Então, que venha o que vier... Não sei muito bem o que vou encontrar, mas que dá pra superar, eu sei que dá... Afinal, tudo passa.


domingo, 19 de setembro de 2010

This is the way you left me ♪

E como? Como você me deixou? Como conseguiu fazer isso comigo? Porque eu me sinto assim agora? Alguém pode, por favor, me dá uma explicação coerente pra forma como me sinto? Por favor... Pode ser você, amor. Pode ser qualquer um. Que seja, eu não me importo... Eu só quero uma explicação pra forma como eu me sinto agora... Pra forma como você tem me deixado... Pra essas sensações... Eu só quero saber de onde elas vêm. E por que são tão fortes? Me diz... Eu preciso descobrir por quanto tempo vou me sentir assim... Se um dia vai passar. Me explica? Por favor, amor... Eu te imploro pra que me dê uma explicação. Só uma... Não precisa ser nada grande ou bem bolado. Só tem de ser satisfatório, convincente... Por favor... Alguém, qualquer um. Claro que prefiro que seja você, vida... Mas se não puder ser. Procure outro alguém, pesquise em livros, procure em você esta resposta, faça qualquer coisa, por favor... Me dê alguma certeza, alguma resposta, algo seguro... Porque eu preciso me sentir segura. Eu necessito disso. Não negue o meu pedido... Por favor...
Tá, deixa eu explicar... Mas depois, me explique você o por quê disso tudo... Acho que só você seria capaz, amor... Não me negue isso... É o que peço... Preste atenção:

'De uns tempos pra cá, a vida não tem sido muito gentil comigo. Não é nada específico, não. São certos acontecimentos que têm me feito muito triste. Mas aí, você chega, no meio das sombras, como uma luz. E transforma em alegria o que era tristeza... Dá forma ao que antes parecia desfigurado... Você me faz acreditar no lado bom das coisas. Olha pra mim, de uma forma diferente da que os outros parecem olhar. Brinca comigo, faz piadinhas, ri de mim e comigo, fala que eu sou linda, me chama de gostosa, faz biquinho e pirraça. Tem ciúmes, e me faz ter ciúmes... Você inventa apelidos pra mim, você me chama de bebê. E muitas vezes, eu me sinto como um... Como se eu fosse o seu bebê, aquele totalmente dependente de ti... Aliás, antes fosse só uma sensação. A verdade é que eu não sei viver sem você. A verdade é que você é meu vício. Preciso de doses diárias do seu amor pra me sentir bem... É uma droga alucinógena, talvez. Eu fico imersa do mundo real, quando estou ao seu lado... Eu monto minhas histórias e fantasias. Eu conto elas pra você... Eu... Sinto você ao meu lado. Mas depois, quando você está longe, quando você parte, eu fico sozinha novamente, eu sinto saudades, eu fico meio desanimada... Sei que você está comigo, de alguma forma. Mas não da forma como eu queria. Eu fico querendo te ter de novo, o mais rápido possível... Eu conto as horas, os minutos que se arrastam, quando não estamos juntos... Mas aí, quando você chega, traz toda a felicidade de que preciso, me traz você, com esse seu jeitinho encantador e palhaço; me traz tudo o que eu preciso... E eu já posso sorrir novamente... Mas, há certos momentos em que você mesmo próximo, está distante. Eu me sinto tão incapaz... Tão subitamente mal, por não ver que te faço tão feliz quanto você me faz... E tenho medo... De um dia, você ir pra nunca mais voltar. Pois, já conheço a sensação de ver sua partida, sem esperança que ocorra uma chegada... E dói. Então, eu tento correr atrás, buscar maneiras pra te trazer felicidade, pra te elevar ao nível de felicidade que estou... Não sei se consigo. O que me frustra... Então, durante a noite, quando deito em minha cama, oro à Deus pedindo pra que isso tudo seja real. Que seja tão forte em você quanto é pra mim... Eu te amo tanto, vida... Tanto que nem sei explicar... Eu tenho que sentir que isso tudo não é um sonho, do qual vou acordar a qualquer momento e não te ver lá... Você me deixou assim. Pedindo ao Senhor pra que a nossa história nunca tenha fim... Espero que ele me ouça e me atenda...'

Então, pode me explicar por que é assim? Pode me explicar? Dê-me uma resposta... Aliás, não precisa ser nem uma resposta. Dê-me uma única certeza. Não será trabalhoso demais que consiga isso... Eu só quero que me diga três palavras, três simples palavras, que juntas, formam uma sintonia perfeita, pra acalmar meu coração. Pra saber que é tão real pra ti, quanto é pra mim... Por favor, amor... Só três palavras. É o que eu te peço...

sábado, 18 de setembro de 2010

Dream, sweet dream.

Esta noite, sonhei com nós dois. E foi tudo tão lindo... Agora, acordada, se fechar meus olhos consigo rever o sonho com clareza.

Ao lado do Cristo, meus cabelos voavam por causa do vento forte, típico de finais de tarde cariocas. Você me tinha em seus braços e sorria entre os nossos beijos. Sorria de uma forma tão sincera que me fazia sorrir também... Era como um imã, seu sorriso obrigava meus lábios a se transformarem num sorriso. Aquele que você tanto gosta...

Recordo-me de ter passado a mão em seu rosto, contornando-o com movimentos delicados e sutis, percorrendo meu olhar ao longo de todo ele para não perder um detalhe sequer; admirava seus olhos que se contrastavam ao brilho do mar, iluminado pelo sol que estava a se pôr... Ah! E a maneira como você me olhava era penetrante... Era espetacular. Reparava em mim com um olhar apaixonado, encantado, como uma criança que acaba de ganhar um brinquedo de aniversário. Eu sorria, sem graça. Hipnotizada por esses lindos olhos azuis que te pertencem, mergulhei neles, e não achei o caminho de volta por um bom tempo. Eu nem queria encontrar esse caminho, confesso...Mas aí, você me obrigou a sair daquela imensidão de pensamentos, me tirou da hipnose com um beijo. Não um beijo qualquer, um beijo apaixonado. Beijo que roteirista nenhum de Hollywood ousaria tentar descrever...

Suas mãos percorriam meu corpo com uma sede impressionante, me arrrepiavam. Me faziam querer mais daquilo tudo... E quando o beijo acabou, lá estávamos nós dois... Focando o rosto um do outro. Nada precisou ser dito, só aqueles olhares, falavam por si... Deixavam claro que aquele momento seria eternizado...

Ah! Não posso esquecer de nós dois andando a caminho da casa (de sua tia, acredito), de mãos dadas. Ríamos tanto. Em certos momentos, sem motivo... E ao chegarmos, você me apresentava às pessoas com orgulho... Era como se eu fosse o seu mais precioso tesouro... Seus olhos brilhavam enquanto brincava com sua sobrinha. Era engraçado a admiração com que você me olhava...

Até que fomos pro terraço, já tarde da noite. Você me abraçou, me puxou pro seu colo. E ficamos ali, juntos. Conversando sobre os mais diversos assuntos... Fazendo planos, brincando um com o outro, soltando piadinhas, contando segredos... Nos amando. Cada palavra exalava um pouco de amor. A atmosfera parecia doce... Algo indescritível...

E aí, quando adormeci. Me recostei em seu corpo. E você, me acolheu em ti. Acariciando-me e me vendo repousar...

END.

Quando acordei, tive vontade de chorar. O sonho havia sido tão real. Mas não real o suficiente, para que eu acordasse e te visse ao meu lado. Era só um sonho, eu tinha me esquecido. E é tão frustrante... Ver que aquela linda realidade só é um sonho... E não saber se um dia esse sonho se tornará realidade, dói...

Sonhos que parecem impossíveis são sonhos como esse, sabe? Todo mundo diz que é pra eu voltar pra Terra, porque não vai acontecer de ficarmos juntos um dia. E o que eu faço com a opinião deles? Eu as jogo fora. Pois são ignorantes. Não sabem que não existem sonhos impossíveis. Apenas sonhos complicados, sonhados por pessoas que não tem garra ou motivos pra realizá-los... Mas eu tenho, tenho o maior, melhor e mais belo motivo pra lutar...

E sei que vale a pena lutar por esse meu sonho. Ou melhor, pelo NOSSO sonho. Pois, não importa as desventuras por que eu passe ao longo do caminho. Se no final, eu estiver contigo. Saberei que não foi em vão.

Porque quando eu vislumbrar a beleza dos seus olhos azul-céu, saberei que se o paraíso existe, eu o encontrei... E também, se pro paraíso também existe um inferno, não temerei. Pois, iria até lá contigo, sem pensar duas vezes. Afinal, tenho a certeza que a grandeza, força e sinceridade do nosso amor transformaria o inferno em paraíso, sem muita dificuldade.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

É tão estranho acordar feliz e confiante... E de repente, vir a sensação que algo errado vai acontecer...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Keep a straight face ♪

Sabe aqueles dias em que você não tem vontade nem pra fazer coisas que você gosta? Aqueles dia em que você se sente cansada, mesmo sem ter feito nada? Pois era assim que me sentia ontem... Acho que só tinha vontade de estar com o Rafael. Porque acordei com uma incrível vontade dele, mas como isso não era possível, continuei desanimada. Talvez, ainda mais...
Fui dormir cedo, na tentativa de descansar. Mas a noite passada não foi das melhores, não. Pra começar, tive um pesadelo no qual a razão da minha existência era ameaçado por uma arma. E assim que acordei, assustada. Porém feliz por ser só um terrível pesadelo, meu celular tocou. Era minha amiga, Dani. Fiquei me perguntando o que a tinha levado a me ligar uma e meia da manhã. E assim que atendi o telefonema, veio a bomba...
Daniela, minha linda Dani, chorava muito. Entre soluços me contou que seu pai havia morrido. Eu fiquei completamente chocada. E preocupada com ela, acordei meus pais, que me levaram ao seu encontro. Pra protegê-la de alguma maneira, cuidar dela, dar toda força que eu tiver...
E diante dessa situação, tive um forte aperto no coração. Algo surgido de uma mistura de medo, angústia, desespero... Porque comecei a imaginar se fosse eu no seu lugar, se fosse o meu pai, ali, no lugar do tio Eduardo. Ou se fosse algum familiar meu. Ou o Rafael...
Fechei meus olhos e orei.
Pedi ao Senhor proteção pra todos aqueles que amo. E muita força à Dani, como também conforto pro seu jovem coração... Parece que adiantou. Ela agora, já esboça leves sorrisos. E bem, todos que amo estão em segurança.
Ah, se eu pudesse tê-los ao meu lado todo o tempo, garantindo que eles estão sobre a asa do Pai, seria tão bom. Mas como não sou capaz disso, só me resta orar com fé...
O que seria de mim, agora, sem a força Dele? Nada...

domingo, 12 de setembro de 2010

It's a love story ♪

Era uma manhã de sexta-feira, na pequena cidade. O sol brilhava radiante. Mas Sophia não se sentia muito animada para ir a praia com seus amigos, após a escola. Sentia como se algo nada agradável estivesse prestes a acontecer, desde o dia anterior.
Estava sentada na sua carteira de sempre, perto das amigas. O pessoal combinava a programação do dia. Ela não prestava atenção em nada, fosse na conversa paralela dos colegas, fosse na matéria. Estava imersa em pensamentos, tentando desvendar de onde vinha aquela sensação tão esquisita. Não chegou a conclusão alguma, então, decidiu tentar se desvencilhar daquele pensamento e prestar atenção na aula de Álgebra, afinal, ela precisava de nota...Sem sucesso algum, passou a torcer pro intervalo chegar logo.
Olhava o relógio com freqüência, o tempo parecia se arrastar tão lentamente que a deixou estressada. Precisava muito descer, tomar sua Coca-cola, ouvir música. Não importava bem o quê, só queria sair daquela sala, pois já se sentia sufocada ali. Talvez, não pela sala em si, mas por não poder exterminar sua ansiedade de alguma forma. Ela batia seu pé no chão, sem ritmo e escrevia trechos de músicas, por toda a folha do caderno. Quando ela começou a escrever a frase de sua música preferida, o sinal tocou. Ela largou tudo pela mesa e desceu correndo escada abaixo.
Comprou tudo o que queria. E se direcionou a um local mais reservado do colégio. Não estava com muita paciência pras conversas fúteis das amigas. Ela só queria pensar, sozinha.
Mas seu namorado passou por aquela escada, procurando-a. Ele se deparou com a menina sentada, a cabeça apoiada na parede, segurando sua Coca-Cola com uma mão e o Ipod com outra. Totalmente distraída. Depositou-lhe um selinho de leve e sorriu, dizendo ‘oi, meu amor’. Ela, porém, limitou-se a retribuir o beijo e sorrir. O menino notou algo errado, mas assim que ia perguntar o que ocorrera, o celular de Soph’s, como ele a chamava, tocou...
A menina olhou o número, e foi em direção ao pátio. Eduardo, sem nada entender, ficou observando-a falar. Ela gesticulou muito, falou alto, reclamando ou argumentando algo, até que em um dado instante, ela abaixou a voz, fez sinal positivo com a cabeça e desligou o telefone.
Ao fim da ligação, Sophia entendeu o por quê de tal sensação mais cedo. Era sua intuição feminina a avisando daquele acontecimento ao qual havia tomado partido com a conversa ao telefone. Ela já esperava por algo ruim, só não por algo tão...péssimo. Sem forças e em meio às lágrimas, se arrastou até o canto do pátio. Apoiou-se na parede, abraçou seus joelhos, e escondeu seu rosto ali.
Eduardo que via tudo de longe, se assustou com a cena da menina arrasada e foi, preocupado perguntá-la o que havia acontecido.
-Meu amor, o que foi? Por que está chorando, vida? – apoiou a mão no ombro magrinho e frágil de sua amada, acariciando-o.
Sophia levantou sua cabeça lentamente, secou as lágrimas, respirou fundo. E disse:
-Nada, Eduardo. Não aconteceu nada. Agora, pode me deixar em paz? Saí daqui. Agora! – virou o rosto pro lado, evitando que ele a visse prendendo o choro.
Antes que Ed pudesse retrucar aquela atitude. O sinal tocou novamente, anunciando o fim do intervalo. Ele voltou pra sala. Andando lentamente e fixando seu olhar nela algumas vezes.
Sophia foi embora pra casa mais cedo.
Seu telefone celular não parava de tocar. Eduardo devia estar completamente desesperado. Ele foi à casa dela, ela não quis o receber. Ligou pra ela centenas de vezes. E mandou mensagens pedindo alguma informação. Mas nada. Nem uma palavra dela.
No dia seguinte, o Sol se manteve firme. Porém Sophia não cintilava alegria como era de costume. Ela estava em uma escala de cinza, para não dizer sem cor alguma. Os olhos não brilhavam, estavam marcados por olheiras profundas. Sentia-se vazia e sem forças... Foi essa a imagem que Eduardo viu ao chegar ao colégio. A menina abria a porta com uma lentidão exagerada. E quando o viu, pelo rabo de olho, chegar, acelerou o movimento. Foi direto para sua sala. Nem um ‘bom dia’, nem um olhar...
Não é exagero dizer que os dois pareciam desligados do mundo durante o tempo que se passou. Eduardo não fez suas piadinhas de sempre. E Sophia simplesmente, jogou seu material em cima da carteira e fingiu copiar a matéria, quando na verdade, escrevia uma carta.
Como o namorado sairia cedo naquele dia, ela desceu no intervalo para entregar a carta. Quando se encontraram, o menino, visivelmente preocupado, perguntou o que estava ocorrendo, por que esta estava fugindo dele. Ela manteve-se calada, enquanto ele a enchia de perguntas. Colocou seu pequeno dedo na boca dele, indicando que queria que ele parasse de falar, aproximou seus rostos e sussurrou:
-Essa carta é pra você. Quero que a leia somente depois que sair da escola, tá? Ah, eu te amo muito. Não esquece – selou seus lábios aos dele por um instante, e subiu as escadas correndo.
Ed não entendeu nada. Mas fez o que a sua pequena havia pedido. A curiosidade o consumia. Durante a aula de História, a carta que estava em seu bolso parecia pesar dois quilos.
Assim que saiu do colégio, abriu a carta. E começou a ler.

“Amado Eduardo,
Eu devo estar fora do alcance do seu olhar quando começar a ler esta carta. Não quero ter que passar pela dor de uma despedida. Você sabe o quanto eu as odeio. E o quanto doeria, tanto em mim quanto em ti. Resolvi nos poupar disso.
Então, vida, aquele telefonema ontem era da minha mãe. Ela dizia que vamos pra cidade natal dela ainda hoje. E ao receber essa notícia, fiquei muito chocada e deprimida. Foi como um baque pra mim. A dor me inundou, perdi o rumo. A noção do que era mundo e o que é pesadelo... Por isso, fui tão grossa contigo naquela hora em que veio me perguntar o que havia ocorrido. Eu estava confusa. Aliás, ainda estou...
Durante a noite, chorei muito. Muito mesmo. Não é exagero. Você sabe que sou dramática, mas não é drama, não. Eu realmente, nunca havia chorado tanto assim em minha vida. A lâmina da gilete parecia mais atraente ontem, inclusive. Mas resisti à tentação, porque de alguma forma, tinha que te dar satisfações. Mesmo que dessa forma tão covarde...
Meu amor, eu sinto muito por tudo isso. Não é minha culpa, você sabe. Estávamos tão felizes, unidos, apaixonados... Tão perfeitamente encantados. E agora, recebo esse choque, me dizendo que tenho que me afastar de ti. E eu tenho que ir, não há escolha.
Quero te dizer que a dor de ir embora não é por causa dos meus amigos, ou algo do tipo. Um pouco por eles, claro. Mas principalmente, por ter de deixar você. Jogar fora a linda história de amor que temos construído ao longo desses quase sete meses... Mas saiba que apesar de eu estar longe, fisicamente; estarei bem próxima a você, pois viverás em meu coração, até a última batida dele... eu cuidarei de ti mesmo sem te ver, e viverei por você, mesmo que não vivas mais por mim. Viverei pelo nosso amor, que continuará crescendo nem que seja baseado em lembranças. As NOSSAS lembranças...
Ah, mais uma vez, mil perdões por não ter coragem suficiente pra te dizer sequer um ‘tchau’, antes de ir. É que se eu ousasse olhar seus olhos, me dizendo adeus. Tal cena me acompanharia pra sempre, e me corroeria. Prefiro guardar só as boas recordações, não as tristes...
Eu te amo muito, tá? E serei pra sempre a sua pequena Soph’s.”


Ele leu aquilo. E a cada palavra dita, uma lágrima escorria por seu perfeito rosto. O menino entrou em pânico. Não sabia de nada. Só sabia que não podia deixar a razão de sua vida ir embora dessa maneira. Tinha que fazer algo. Desobedecer à vontade dela... Olhou seu relógio, faltavam quinze minutos pra aula da garota acabar. Ele saiu correndo em direção à escola.
Chegando lá, ele se apoiou na grade e esperou, olhando pro nada. Ouviu o barulho da porta se abrir, o que o tirou de seus devaneios. Olhou o relógio, ainda faltavam dez minutos para o fim da aula. Mas Sophia saia da escola, com o fichário numa mão, e a mochila jogada de lado, como sempre. Ele a olhou, e sorriu.
Ficou olhando pra cada canto do rosto da menina, como se quisesse gravar cada mínimo detalhe da feição de sua bonequinha de porcelana. Ela só sorria, sem graça. Até que ele a puxou em um abraço apertado.
-Você não devia estar aqui, bê. – sussurrou ela em seu ouvido.
-Eu não podia te deixar ir embora sem dizer que te amo... tanto – ele falou.
Eles se abraçaram mais forte. Até que a menina se soltou aos poucos do abraço. E chorando, foi embora. Ele ficou a olhando partir, sem reação. Só sentia as lágrimas se formarem e descerem pelo rosto, incessantemente.
Ela sentiu algo em seu bolso pesar. Colocou a mão dentro do bolso da calça. E tirou dali uma caixinha. Abriu a mesma, e nela tinha o cabo de uma rosa, em formato de aliança, com um bilhete.

“Eu prometo que vou te buscar, com um anel lindo em uma mão e no outro um buquê de rosas. Porque amor como o nosso supera qualquer obstáculo... Espera por mim, vida?
Com todo o amor do mundo,
Eduardo. “

So we'll never stop ♪

Os acontecimentos andam meio estranhos, tudo sai com um tom de despedida. Não é uma sensação muito agradável pensar que no próximo ano vou ter que mudar de Estado, começar uma vida nova e não por opção, mas por obrigação...
Sempre me pego pensando como vai ser nesse novo lugar, o que vai acontecer comigo lá, como serão as pessoas, a nova escola, tudo. E a incerteza me incomoda bastante. Não que eu tenha medo de mudanças, eu até as acho úteis em determinados momentos. Momentos em que a situação atual não te agrada. Mas agora, eu estou tão bem e feliz. Estou apaixonada, vivendo um momento mágico dessa paixão. Possuo amigos fantásticos e capazes de fazer qualquer coisa pra me ver com um sorriso no rosto, tenho me divertido bastante, e aproveitado minha adolescência... Aí, durante minha fase tão boa, recebo a notícia que tudo vai ter que se modificar, o que me estressa bastante, pois estou certa que nem de longe o meu próximo ano será tão bom quanto meu 2010...
Não fico só estressada ou chateada, fico extremamente triste e amedrontada. Tenho medo do que essa mudança vai causar em minha vida, em minha relação com meu amor. Parece que uma vozinha, bem lá no fundo, fica falando que vou perdê-lo. Ele sente o mesmo, eu sei... Essa possibilidade da perda tem me gerado insônia e choros frequentes... Noite passada, por exemplo, demorei horas pra dormir, pensando nisso. Procurando uma solução, algo que garanta que nada entre eu e ele vai mudar... E só achei uma resposta 'Isso só depende de mim, de nós...' Foi então que decidi lutar pra manter esse amor vivo em nós, manter esse amor crescendo. Afinal, o Rafael é meu maior presente, é o motivo de cada sorriso meu. Sem exagero, minha vida se resume a ele de uns tempos pra cá, e eu não posso deixar que isso acabe. Porque, caso nosso relacionamento chegue ao fim, meu fim virá junto... Simples. Parece obcessão, mas não é. Isso se chama amor ou mais do que isso, sei lá também... É impossível de definir, e não ligo pra definições. Ligo pro que eu quero, pro que eu preciso e tudo o que eu necessito é do Rafa...
Ah, a gente não namora, mas e daí? Não preciso que meu status no orkut mude, para que eu me sinta dele, para que eu me sinta sua namorada... Posso não chamá-lo de 'meu namorado', mas o chamo de 'meu amor' o que é muito melhor... E outra, a gente vai namorar, um dia, tenho certeza. Enquanto isso, ele continua sendo meu atual futuro namorado. E a ele eu faço a promessa abaixo:
'Vida, eu sei que nosso caso é complicado, mas obstáculos nunca nos impediram de seguir em frente. Não vai ser essa barreirinha que vai nos fazer parar. Pelo menos, não a mim... Eu te prometo que vou lutar por nós, incansavelmente. Porque eu te amo mais que tudo e não posso deixar que a melhor pessoa que já conheci escorregue por entre os meus dedos e ir embora, eu não aguentaria a dor dessa perda... Ah, você é tudo o que eu preciso, até a última batida do meu coração. E eu te juro que serei exclusivamente sua até lá...'
Bem, o resto dos meus medos e preocupações não vem ao caso aqui. Pois eu sei que se o meu amor estiver ao meu lado, terei coragem pra enfrentá-los e sei que vencerei. Afinal, o amor não dá coragem pra realizar coisas inimagináveis...

sábado, 11 de setembro de 2010

A boring Saturday.

Era pra eu acordar umas 9 horas da manhã hoje. Pelo menos, eu pretendia acordar esse horário. Mas meu lindo e maravilhoso amor decidiu me mandar uma bendita mensagem as 7:40 da manhã, e quem disse que dormi depois? Nada né? Fiquei lá, virando de um lado pro outro, de um lado pro outro... Recebi outra mensagem, e desisti. Levantei pra me arrumar. Com aquela cara de vampiro com sono de todos os dias de escola...
Teve palestra na escola. Achei que ia ser um porre, mas até que foi legalzinho. Aceitável, sei lá... O escritor que fez a palestra era mineiro como eu, haha. Fiz umas perguntas lá, e viajei legal. Porque adoro escrever, mas enfim...
O melhor de tudo foi a Babi falando pro cara que não tinha gostado do livro... A cara que o Marco Simas fez foi muito engraçada. Sabe aquela feição de quem diz 'Vai se foder, garota...Tá falando isso por que? ¬'. E eu ri...
A Barbara foi sequestrada pela minha mãe e veio aqui pra casa. Não fizemos nada demais, só conversamos e jogamos The Sims, porque a sem cultura nunca tinha feito isso. Vê se pode, em pleno século 21... Só a Babi...
Eu não tenho nada mais pra dizer. O meu dia foi meio parado demais... Mas como sempre, pensei muito no Rafael. Isso tá me estressando já, cara. Penso nele todo o tempo...Penso mais nele que em mim, e agora?
Ah, depois, eu apareço aqui. A noite chega aí, e ela é uma criança. Como eu não sou, vou curti-la pra caramba. Faço meu relatório depois...
X.O.X.O ;*

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

I see you ♪

Cause I see you everywhere and everytime... Casual things reminds me of you... I think it's love. Don't you?

I spend all my time just thinking about you ♪

Essa madrugada, sonhei que estava comprando minha pizza preferida, de calabresa. E assim que ia comê-la, meu celular tocou. Era uma mensagem do meu amor, só por isso me dei ao trabalho de abrir os olhos, e buscar pelo meu celular jogado em algum lugar da cama. Se fosse meu despertador, eu teria simplesmente, virado para o lado e continuado a dormir. Mas como era algo vindo dele, eu tinha que ver. Era uma mistura de curiosidade e felicidade, queria saber o que estava escrito naquela mensagem. Não era nada demais, só me desejava um bom dia, e ao final, dizia que me amava muito. Poucas palavras. Mas incrivelmente capazes de tirarem meu sono, e provocarem um belo sorriso em mim. Normal já, pequenas coisas vindas dele me revigoram, me proporcionam um dia mais bonito e feliz; algo como uma mensagem já deixou meu dia nublado, radiante... Ou melhor, me deixou radiante, em um dia nublado... Mas enfim, minha paixão por ele vai ficar mais explícita quando eu contar sobre o resto do meu dia...
Levantei da cama, com uma cara de zumbi com sono, e fui fazer aquelas coisas básicas, como escovar os dentes, tomar banho, vestir o uniforme e passar maquiagem, pra disfarçar os efeitos de poucas horas de sono. Efeito devastador, diga-se de passagem. É incrível como (a falta) do sono de beleza acaba comigo... Passei o meus fiéis corretivo e base, e meu companheiro confirmado lápis de olho, e fui pro colégio. Mais um dia de aula. De vez em quando, ou melhor, de vez em sempre, me pergunto porque vou à escola, nessa rotina cansativa de matérias, deveres, provas, etc...Afinal, se o mundo vai mesmo acabar em 2012 nem chegarei a fazer vestibular, mas como não é certeza do 'fim mundial' , lá vou eu...
Tive aula de Química 2, com o Felipe, com quem me dou tão bem que nos chamamos de pai e filha. Criamos macetes idiotas pra gravas as excessões de óxidos e tal... A aula voou.
Depois, veio algébra, e o tempo parou... Quando não conseguia mais prestar atenção na aula, o que não demorou muito tempo, peguei o Smartphone do meu amigo, e fiquei escrevendo um texto pro Rafa no Word do celular... Saiu bem grande e bonito. É bem mais fácil pra mim escrever pra ele, bem mais comum que eu escreva pra ele, do que preste atenção nas aulas, principalmente, de matemática... Até porque, hoje, eu me sentia tão inundada de paixão e encantamento que não deu pra me conter, tive que escrever. Escrevi, escrevi, escrevi, escrevi... Viajando, mergulhando nos meus pensamentos. Esqueci por um momento que estava na sala de aula... Mas, como nada é perfeito, o professor me mandou voltar ao mundo real, e copiar a matéria. Eu o fiz, sem prestar a mínima atenção, confesso... Mas isso é normal, e também não vem ao caso aqui...
Depois, tive aula de Biologia, e foi a melhor do dia. Eu sempre me divirto muito nas aulas do Cleuber. Ele é escroto, engraçado, e fala tanta merda quanto nós alunos... Adoro as aulas dele. Tanto que nem vejo o tempo passar... Foi assim hoje. Até me concentrei na aula, deve ser por isso que gabarito as provas dele... Ah, mas teve uma hora que ele falou de radiação ionizável, que penetra mais, e com facilidade. Tive que chamar o Paulo, e falar uma piadinha idiota e safada Faz parte de mim, não dava pra deixar passar a oportunidade, poxa. E ele riu, e depois, todos que ouviram riram junto, porque foi um trocadilho muito fail, mas enfim...
Depois, a gente saiu pra comer, eu, Babi, Jordana e o Lucas Aquino. Pra gente tudo é festa, até um lanche... Rimos pra caramba. E ah! Encontrei alguém tão viciado em Coca quanto eu, o Lucas... Pulando isso...
Tive muita sorte, acordei bem na hora que o sócio do colégio entrou na sala, falando que quem dormisse perderia ponto no projeto... Por um tris!
Depois, eu não fiz mais nada demais. Fui na casa da Carol D. zoei um pouco com ela. E a abusadinha me escrevizou, mandando eu fazer o dever de Biologia dela. Matéria era antiga, e eu não sou do tipo nerd pra lembrar... Tenho me dedicado mais a entender o Rafael, o quanto o amo e como fico mais apaixonada a cada dia, do que entender quais são as estapas da fotossíntese...
Já ia me esquecendo, comprei uma lingerie linda, preta e sensual... Carol disse que é porque to me prevenindo caso o Rafa apareça por aqui. Talvez, seja né ? O subconsicnete tem poder... HAHAHA.
Enfim, eu to com saudades do meu amor. Porque nao conversamos muito tempo hoje. Estou contando os minutos pra ele entrar. Agora, faltam exatamente 73 minutos... será que vai demorar muito? Tomara que não...
Ah, já disse tudo o que aconteceu hoje... Se acontecer algo espetacular, eu volto pra contar...
X.O.X.O ;*