quinta-feira, 23 de setembro de 2010

23/09/2010

Ontem a noite, quando controlei as lágrimas. Fiquei me olhando por muito tempo no espelho... E aí, vieram mais lágrimas incontroláveis. Mais e mais lágrimas... Eu me via triste de tal maneira, que até eu mesma tive pena de minha situação. Eu procurei você dentro de mim, no fundo dos meus olhos, esperando que eles não refletissem mais você... Que não radiassem o meu amor, ou explicitassem a necessidade que tenho de você. Mas foi em vão. Você estava lá (aliás, ainda está) dentro de mim... Dominando cada centímetro do meu ser... Mas só está em mim, não mais comigo... E eu chorava com essa ideia...Era como se um trem tivesse passado sobre mim, a toda velocidade. Aliás, era assim que eu me sentia: atropelada. Mas não por um trem, por uma onda de dor... Uma onde muito forte. Que me envolveu, e está me afogando aos poucos... Ficou difícil de respirar, de enxergar o que estava na minha frente, de pensar... Deitei e dormi. Dormi na esperança de espantar o sofrimento. Porém, tive um pesadelo contigo... Acordei tão assustada. Olhei meu celular eram 3:07 da manhã. Meus dedos começaram a digitar uma mensagem pra você, como eu sempre faço te contando de coisas tão banais, como um sonho contigo - seja ele bom ou não -. E então, meu cérebro se lembrou que não era só no pesadelo que não existíamos mais eu & você... Instantaneamente, parei de digitar. Suspirei, deprimida, olhando sua foto, naquela pasta exclusivamente sua do meu celular... Acariciei seu rosto, viajando, por um minuto só... Virei pro lado. Sentia uma lágrima escorrer, ignorei-a. E adormeci.
Sabe, meu dia já começou mal, me fazendo ter saudades tuas. Como se o aperto que sinto no meu peito não fosse suficiente pra lembrar que sinto sua falta... Despertei com meus pais brigando, não com uma mensagem fofa e carinhosa... E eu sofri, logo ali.
Até que o resto do meu dia deu pra levar normal. As pessoas vieram me perguntar o por quê da cara triste, mas eu inventei um caô básico. E elas acreditaram...
Daí, no almoço, amor... Foi tão triste. Eu enxerguei você sentado do meu lado, quando meu amigo pediu Strogonoff, e tomou Fanta Laranja... E o pessoal ria, eu ri também, até... Fez bem. Mas aí, comecei a ouvir música no meu Ipod, deitada no banco do colégio... E chorei muito muito mesmo... Porque tudo me lembrava você... Saí pelas ruas da cidade, sem rumo, olhando pra todos os lugares. Acho, eu, que querendo descobrir que você estava ali em algum lugar... Eu me fixei no céu... Procurando você nele, cuidando de mim... Mas nada de ti, amor... Nada. Nada... Eu chorei mais e mais...
Cheguei em casa e foi terrível. A pior discussão que já tive com meu pai... Ele me bateu, vida... Desculpa, tá? Eu te prometi que não deixaria que ele fizesse isso. Mas foi inevitável... Olhando por um lado um pouco positivo, sempre que encosto no roxo do meu abdomen, lembro de você... Imagino o que você falaria quando eu te contasse, a raiva que demonstraria... Tudo.
E eu sinto sua falta. Não devia, mas sinto... O que posso fazer? Sou completamente apaixonada por você... Espero que passe um dia. Não que eu creia nisso. Bem irreal essa possibilidade... Mas tenho fé que vou superar e curar o buraco que sua ausência deixou em mim...
Espero que no fundo, não seja um 'adeus'... Só um 'até logo'. Você é importante pra mim, não sabe o quanto... Eu só não conseguia mais te amar tanto, e ver que, no fundo, você ainda gosta de outra... Então, te digo 'volto já'. Torcendo pra que a minha volta seja rápida e que me esperes de braços abertos...
Ah, boa noite... E manda a Aline cuidar de você.

Nenhum comentário:

Postar um comentário