sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
No name.
domingo, 21 de novembro de 2010
My fucking pain.
domingo, 7 de novembro de 2010
Us.
Existe uma ligação muito forte entre mim e ele. Não é algo comum, definitivamente, não. É uma forma de ligação rara e capaz de colocar nossos corações, tão distantes fisicamente,próximos de uma forma incrível. Entrelaçados em uma relação quase mutualística. Um precisa ouvir os batimentos do outro, pra poder se conduzir, e bater em sintonia. É incrível... Está muito além de explicações, palavras, ou descrições. Está no sentimento, está nos detalhes, está na forma como tudo acontece entre nós. Não é simples demais, não é complicado demais, não é confuso, não é ilusão, não é brincadeira, simplesmente é. É perfeito... É na dose certa. Dose essa que aumenta frequentemente. E não, não é possível defini-la. Ela só está lá, a gente sabe que está. A gente não vê, a gente não toca, a gente se limita a sentir. Porque sentir já é suficientemente mágico e prazeroso.
E por falar em prazer, nossa ligação não é apenas no sentido romântico da palavra. Está também no sentido mais instintivo dela, digamos assim. É uma ligação de corações, corpos, desejos, medos, almas... Exatamente. Dois corpos que se conheceram, se gostaram, se tocaram. E ao longo de inúmeras conversas, sorrisos e brincadeiras, olhares e lágrimas, problemas e soluções, vitórias e quedas compartilhadas aprenderam a tocar um a alma do outro. E aprenderam que essas duas almas "juntas" são bem melhores que sozinhas. E então, se uniram...
Mas tudo começou com um desejo forte, uma química indecifrável e irresistível. E nada disso se perdeu, apenas se fortaleceu. A força com que nossos corpos se atraem é extrema, é como o frio e o calor que se completam e despertam um ao outro. Basta que meus olhos vejam aquele corpo tão bem desenhado para que minhas mãos sejam atraídas a tocá-lo. Para que eu sinta cada veia do meu corpo se aquecer, para que meus lábios tremam de vontade de tocar os dele, só pra senti-los tão úmidos e macios nos meus...; E quando nossos lábios se tocam, e aquelas mãos começam a determinar minhas curvas que começo a enlouquecer...; Não preciso de muito mais para que eu me renda...; Porque a gente já sabe exatamente o que fazer pra deixar o outro entorpecido de desejo...; Ele sabe que seus lábios em meu pescoço, estremecem e fazem efeito...; Ele sabe como um simples toque em meus seios os acionam com eficácia...; Eu sei como ele gosta que toquemos nossas partes uma na outra, ou como tocar a parte dele o endoida...; Eu aprendi que minha boca não deve tocar somente os lábios dele, porque o agrada tanto que ela toque partes mais íntimas ou disfarçadas...; A gente aprendeu os movimentos mais prazerosos de encaixe, ou como tornar o sexo ainda mais gostoso...; A gente aprendeu como usar nossas vozes pra instigar ainda mais o outro...; A gente aprendeu como deixar um sexo selvagem, ou bonitinho...; A gente aprendeu como transformar um momento tão carnal em uma demonstração de carinho... E a gente sente falta disso. Porque é muito, muito bom...
E mais do que sexo gostoso e amor, nossa união é baseada também em principios de amizade. Em confiança, em companheirismo... A gente gosta de estar um com o outro mais do que qualquer coisa. Como amigos, nós gostamos de dividir nossos problemas e alegrias. Sempre caminhamos juntos, e lutamos unidos sempre que se faz necessário. A gente nunca abandona um ao outro. Porque somos muito melhores juntos...; Conhecemos os defeitos e qualidades um do outro, e nem por isso, nos amamos menos, pelo contrário, cada briga, defeito é reduzida porque as qualidades são grandes demais e se mostram mais fortes, assim como o amor...; A gente sempre faz piadinha de alguém, de algo e até de nós mesmos. Sempre estamos preparados pra nos zoar e bater em que ousar zoar a gente de forma maldosa u_u Somos os heróis um do outro, power ranger vermelho e rosa... Somos, acima de tudo, amigos. Porque de nada vale uma relação se ela se baseia somente em um sexo gostoso. E sabemos disso.
Por isso, a gente une as três melhores coisas da vida num só relacionamento: amor, amizade e sexo. Não sei se é a perfeição ou a receita de sucesso, mas pra gente, dá muito certo... E eu amo muito ama-lo assim...
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
For you ♥
Me recordo que uma vez, naquela tarde de janeiro, eu chorei... Chorei sem motivo definido... Chorei porque um pouco antes de termos ficado, você falou dela... Foi uma pontada em meu coração. Uma facada, doeu... E eu chorei de ciúmes, chorei porque tinha inveja dela... Chorei porque queria você. E achava que nunca teria... Você falou dela depois também. Comentou que se encontrariam no dia seguinte, e então, eu chorei mais... Escondida, assim como o nosso “relacionamento” era, eu chorei... Fingi que não me importava, e brinquei contigo dizendo “Ui danado. Dá uns pegas legais nela lá, hein...” Lembra? Mas naquela hora, eu me sentia horrivelmente triste... Porque era ela contigo, não eu... Por isso que digo que esse foi o dia D, o dia que percebi o quanto era apaixonada por você. Muito mais coisa aconteceu, eu cheguei a te consolar por alguma briga que vocês tiveram... A gente dançou juntos, brincou juntos, zoou juntos, nos abraçamos, curtimos deprês juntos, fizemos tantas coisas, antes de começarmos a namorar... 6 de março.
Eu nunca vou me esquecer da onda de felicidade que me invadiu na hora em que te ouvi me pedindo pra ser sua, só sua namorada... Não dá pra esquecer. Senti borboletas por todo o corpo e o mundo poderia parar de girar logo ali. Eu não me importaria, porque seríamos eu e você...
Eu tinha medo de me magoar, por causa da sua história antiga... Porque não confiava que iríamos durar muito. Mas aí, o inesperado aconteceu. Estamos juntos até hoje. Juntos, colados, unidos por um laço mais forte que qualquer outra coisa. Unidos pelo amor... E eu sei que esse laço não se arrebentará tão cedo. Pois ele está sendo cada dia mais apertado. E por nós dois. Porque eu aprendi que amor é a palavra menos individualista que há, que não se ama sozinho. Que para durar tem que ser em conjunto, tem que ser dividido... E isso nós fazemos bem. Compartilhamos tudo um com outro, nossas alegrias, palhaçadas, piadas, bobagens, nossos medos, ciúmes, tropeços, quedas... Não importa o que seja. Sempre estamos juntos. Não interessa o quão dolorosa seja uma situação, nunca carregaremos tal fardo sozinhos, porque temos um ao outro... Porque somos mais que namorados, mais que amantes, nós somos amigos, companheiros...Compartilhamos nossas vidas. Fazendo de duas pessoas, até então separadas, uma só. E eu sou muito feliz por isso, bê. Não tem idéia do quanto...
Feliz por tudo o que construímos juntos. Por termos largado nosso passado, pra vivermos a nossa história de amor. Feliz por acordar todo dia de manhã e saber que você é meu “namorado”. Por saber que a vida jamais será tão bela quanto agora... Por me sentir tão acolhida e segura. Por ter alguém que vai me apoiar, não importa o quanto eu esteja errada. Por saber que posso cair duzentas mil vezes, que você vai estar lá pra me dar a mão e me reerguer todas essas vezes... Sou muito feliz por ter você, simplesmente...
Enfim, eu to ficando com muito sono. O foco de luz que ilumina meu papel começou a ficar embaçado, porque as minhas vistas estão falhas, já... Ah, meu lindo menino dos olhos azuis, eu vou sonhar com você hoje, tenho certeza. Porque minha vontade de estar ao seu lado está incrivelmente grande. E quando meu coração precisa muito te sentir próximo, quando eu preciso te ver e te tocar, te encontro em meus sonhos...
Ei, só pra terminar... Eu te amo muito. Além da última batida. Porque como eu disse, meu amor vai além... Além da vida. ♥
sábado, 25 de setembro de 2010
Mi Passione.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
23/09/2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
And who knows what you might find ?
domingo, 19 de setembro de 2010
This is the way you left me ♪
sábado, 18 de setembro de 2010
Dream, sweet dream.
Esta noite, sonhei com nós dois. E foi tudo tão lindo... Agora, acordada, se fechar meus olhos consigo rever o sonho com clareza.
Ao lado do Cristo, meus cabelos voavam por causa do vento forte, típico de finais de tarde cariocas. Você me tinha em seus braços e sorria entre os nossos beijos. Sorria de uma forma tão sincera que me fazia sorrir também... Era como um imã, seu sorriso obrigava meus lábios a se transformarem num sorriso. Aquele que você tanto gosta...
Recordo-me de ter passado a mão em seu rosto, contornando-o com movimentos delicados e sutis, percorrendo meu olhar ao longo de todo ele para não perder um detalhe sequer; admirava seus olhos que se contrastavam ao brilho do mar, iluminado pelo sol que estava a se pôr... Ah! E a maneira como você me olhava era penetrante... Era espetacular. Reparava em mim com um olhar apaixonado, encantado, como uma criança que acaba de ganhar um brinquedo de aniversário. Eu sorria, sem graça. Hipnotizada por esses lindos olhos azuis que te pertencem, mergulhei neles, e não achei o caminho de volta por um bom tempo. Eu nem queria encontrar esse caminho, confesso...Mas aí, você me obrigou a sair daquela imensidão de pensamentos, me tirou da hipnose com um beijo. Não um beijo qualquer, um beijo apaixonado. Beijo que roteirista nenhum de Hollywood ousaria tentar descrever...
Suas mãos percorriam meu corpo com uma sede impressionante, me arrrepiavam. Me faziam querer mais daquilo tudo... E quando o beijo acabou, lá estávamos nós dois... Focando o rosto um do outro. Nada precisou ser dito, só aqueles olhares, falavam por si... Deixavam claro que aquele momento seria eternizado...
Ah! Não posso esquecer de nós dois andando a caminho da casa (de sua tia, acredito), de mãos dadas. Ríamos tanto. Em certos momentos, sem motivo... E ao chegarmos, você me apresentava às pessoas com orgulho... Era como se eu fosse o seu mais precioso tesouro... Seus olhos brilhavam enquanto brincava com sua sobrinha. Era engraçado a admiração com que você me olhava...
Até que fomos pro terraço, já tarde da noite. Você me abraçou, me puxou pro seu colo. E ficamos ali, juntos. Conversando sobre os mais diversos assuntos... Fazendo planos, brincando um com o outro, soltando piadinhas, contando segredos... Nos amando. Cada palavra exalava um pouco de amor. A atmosfera parecia doce... Algo indescritível...
E aí, quando adormeci. Me recostei em seu corpo. E você, me acolheu em ti. Acariciando-me e me vendo repousar...
END.
Quando acordei, tive vontade de chorar. O sonho havia sido tão real. Mas não real o suficiente, para que eu acordasse e te visse ao meu lado. Era só um sonho, eu tinha me esquecido. E é tão frustrante... Ver que aquela linda realidade só é um sonho... E não saber se um dia esse sonho se tornará realidade, dói...
Sonhos que parecem impossíveis são sonhos como esse, sabe? Todo mundo diz que é pra eu voltar pra Terra, porque não vai acontecer de ficarmos juntos um dia. E o que eu faço com a opinião deles? Eu as jogo fora. Pois são ignorantes. Não sabem que não existem sonhos impossíveis. Apenas sonhos complicados, sonhados por pessoas que não tem garra ou motivos pra realizá-los... Mas eu tenho, tenho o maior, melhor e mais belo motivo pra lutar...
E sei que vale a pena lutar por esse meu sonho. Ou melhor, pelo NOSSO sonho. Pois, não importa as desventuras por que eu passe ao longo do caminho. Se no final, eu estiver contigo. Saberei que não foi em vão.
Porque quando eu vislumbrar a beleza dos seus olhos azul-céu, saberei que se o paraíso existe, eu o encontrei... E também, se pro paraíso também existe um inferno, não temerei. Pois, iria até lá contigo, sem pensar duas vezes. Afinal, tenho a certeza que a grandeza, força e sinceridade do nosso amor transformaria o inferno em paraíso, sem muita dificuldade.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Keep a straight face ♪
domingo, 12 de setembro de 2010
It's a love story ♪
Estava sentada na sua carteira de sempre, perto das amigas. O pessoal combinava a programação do dia. Ela não prestava atenção em nada, fosse na conversa paralela dos colegas, fosse na matéria. Estava imersa em pensamentos, tentando desvendar de onde vinha aquela sensação tão esquisita. Não chegou a conclusão alguma, então, decidiu tentar se desvencilhar daquele pensamento e prestar atenção na aula de Álgebra, afinal, ela precisava de nota...Sem sucesso algum, passou a torcer pro intervalo chegar logo.
Olhava o relógio com freqüência, o tempo parecia se arrastar tão lentamente que a deixou estressada. Precisava muito descer, tomar sua Coca-cola, ouvir música. Não importava bem o quê, só queria sair daquela sala, pois já se sentia sufocada ali. Talvez, não pela sala em si, mas por não poder exterminar sua ansiedade de alguma forma. Ela batia seu pé no chão, sem ritmo e escrevia trechos de músicas, por toda a folha do caderno. Quando ela começou a escrever a frase de sua música preferida, o sinal tocou. Ela largou tudo pela mesa e desceu correndo escada abaixo.
Comprou tudo o que queria. E se direcionou a um local mais reservado do colégio. Não estava com muita paciência pras conversas fúteis das amigas. Ela só queria pensar, sozinha.
Mas seu namorado passou por aquela escada, procurando-a. Ele se deparou com a menina sentada, a cabeça apoiada na parede, segurando sua Coca-Cola com uma mão e o Ipod com outra. Totalmente distraída. Depositou-lhe um selinho de leve e sorriu, dizendo ‘oi, meu amor’. Ela, porém, limitou-se a retribuir o beijo e sorrir. O menino notou algo errado, mas assim que ia perguntar o que ocorrera, o celular de Soph’s, como ele a chamava, tocou...
A menina olhou o número, e foi em direção ao pátio. Eduardo, sem nada entender, ficou observando-a falar. Ela gesticulou muito, falou alto, reclamando ou argumentando algo, até que em um dado instante, ela abaixou a voz, fez sinal positivo com a cabeça e desligou o telefone.
Ao fim da ligação, Sophia entendeu o por quê de tal sensação mais cedo. Era sua intuição feminina a avisando daquele acontecimento ao qual havia tomado partido com a conversa ao telefone. Ela já esperava por algo ruim, só não por algo tão...péssimo. Sem forças e em meio às lágrimas, se arrastou até o canto do pátio. Apoiou-se na parede, abraçou seus joelhos, e escondeu seu rosto ali.
Eduardo que via tudo de longe, se assustou com a cena da menina arrasada e foi, preocupado perguntá-la o que havia acontecido.
-Meu amor, o que foi? Por que está chorando, vida? – apoiou a mão no ombro magrinho e frágil de sua amada, acariciando-o.
Sophia levantou sua cabeça lentamente, secou as lágrimas, respirou fundo. E disse:
-Nada, Eduardo. Não aconteceu nada. Agora, pode me deixar em paz? Saí daqui. Agora! – virou o rosto pro lado, evitando que ele a visse prendendo o choro.
Antes que Ed pudesse retrucar aquela atitude. O sinal tocou novamente, anunciando o fim do intervalo. Ele voltou pra sala. Andando lentamente e fixando seu olhar nela algumas vezes.
Sophia foi embora pra casa mais cedo.
Seu telefone celular não parava de tocar. Eduardo devia estar completamente desesperado. Ele foi à casa dela, ela não quis o receber. Ligou pra ela centenas de vezes. E mandou mensagens pedindo alguma informação. Mas nada. Nem uma palavra dela.
No dia seguinte, o Sol se manteve firme. Porém Sophia não cintilava alegria como era de costume. Ela estava em uma escala de cinza, para não dizer sem cor alguma. Os olhos não brilhavam, estavam marcados por olheiras profundas. Sentia-se vazia e sem forças... Foi essa a imagem que Eduardo viu ao chegar ao colégio. A menina abria a porta com uma lentidão exagerada. E quando o viu, pelo rabo de olho, chegar, acelerou o movimento. Foi direto para sua sala. Nem um ‘bom dia’, nem um olhar...
Não é exagero dizer que os dois pareciam desligados do mundo durante o tempo que se passou. Eduardo não fez suas piadinhas de sempre. E Sophia simplesmente, jogou seu material em cima da carteira e fingiu copiar a matéria, quando na verdade, escrevia uma carta.
Como o namorado sairia cedo naquele dia, ela desceu no intervalo para entregar a carta. Quando se encontraram, o menino, visivelmente preocupado, perguntou o que estava ocorrendo, por que esta estava fugindo dele. Ela manteve-se calada, enquanto ele a enchia de perguntas. Colocou seu pequeno dedo na boca dele, indicando que queria que ele parasse de falar, aproximou seus rostos e sussurrou:
-Essa carta é pra você. Quero que a leia somente depois que sair da escola, tá? Ah, eu te amo muito. Não esquece – selou seus lábios aos dele por um instante, e subiu as escadas correndo.
Ed não entendeu nada. Mas fez o que a sua pequena havia pedido. A curiosidade o consumia. Durante a aula de História, a carta que estava em seu bolso parecia pesar dois quilos.
Assim que saiu do colégio, abriu a carta. E começou a ler.
“Amado Eduardo,
Eu devo estar fora do alcance do seu olhar quando começar a ler esta carta. Não quero ter que passar pela dor de uma despedida. Você sabe o quanto eu as odeio. E o quanto doeria, tanto em mim quanto em ti. Resolvi nos poupar disso.
Então, vida, aquele telefonema ontem era da minha mãe. Ela dizia que vamos pra cidade natal dela ainda hoje. E ao receber essa notícia, fiquei muito chocada e deprimida. Foi como um baque pra mim. A dor me inundou, perdi o rumo. A noção do que era mundo e o que é pesadelo... Por isso, fui tão grossa contigo naquela hora em que veio me perguntar o que havia ocorrido. Eu estava confusa. Aliás, ainda estou...
Durante a noite, chorei muito. Muito mesmo. Não é exagero. Você sabe que sou dramática, mas não é drama, não. Eu realmente, nunca havia chorado tanto assim em minha vida. A lâmina da gilete parecia mais atraente ontem, inclusive. Mas resisti à tentação, porque de alguma forma, tinha que te dar satisfações. Mesmo que dessa forma tão covarde...
Meu amor, eu sinto muito por tudo isso. Não é minha culpa, você sabe. Estávamos tão felizes, unidos, apaixonados... Tão perfeitamente encantados. E agora, recebo esse choque, me dizendo que tenho que me afastar de ti. E eu tenho que ir, não há escolha.
Quero te dizer que a dor de ir embora não é por causa dos meus amigos, ou algo do tipo. Um pouco por eles, claro. Mas principalmente, por ter de deixar você. Jogar fora a linda história de amor que temos construído ao longo desses quase sete meses... Mas saiba que apesar de eu estar longe, fisicamente; estarei bem próxima a você, pois viverás em meu coração, até a última batida dele... eu cuidarei de ti mesmo sem te ver, e viverei por você, mesmo que não vivas mais por mim. Viverei pelo nosso amor, que continuará crescendo nem que seja baseado em lembranças. As NOSSAS lembranças...
Ah, mais uma vez, mil perdões por não ter coragem suficiente pra te dizer sequer um ‘tchau’, antes de ir. É que se eu ousasse olhar seus olhos, me dizendo adeus. Tal cena me acompanharia pra sempre, e me corroeria. Prefiro guardar só as boas recordações, não as tristes...
Eu te amo muito, tá? E serei pra sempre a sua pequena Soph’s.”
Ele leu aquilo. E a cada palavra dita, uma lágrima escorria por seu perfeito rosto. O menino entrou em pânico. Não sabia de nada. Só sabia que não podia deixar a razão de sua vida ir embora dessa maneira. Tinha que fazer algo. Desobedecer à vontade dela... Olhou seu relógio, faltavam quinze minutos pra aula da garota acabar. Ele saiu correndo em direção à escola.
Chegando lá, ele se apoiou na grade e esperou, olhando pro nada. Ouviu o barulho da porta se abrir, o que o tirou de seus devaneios. Olhou o relógio, ainda faltavam dez minutos para o fim da aula. Mas Sophia saia da escola, com o fichário numa mão, e a mochila jogada de lado, como sempre. Ele a olhou, e sorriu.
Ficou olhando pra cada canto do rosto da menina, como se quisesse gravar cada mínimo detalhe da feição de sua bonequinha de porcelana. Ela só sorria, sem graça. Até que ele a puxou em um abraço apertado.
-Você não devia estar aqui, bê. – sussurrou ela em seu ouvido.
-Eu não podia te deixar ir embora sem dizer que te amo... tanto – ele falou.
Eles se abraçaram mais forte. Até que a menina se soltou aos poucos do abraço. E chorando, foi embora. Ele ficou a olhando partir, sem reação. Só sentia as lágrimas se formarem e descerem pelo rosto, incessantemente.
Ela sentiu algo em seu bolso pesar. Colocou a mão dentro do bolso da calça. E tirou dali uma caixinha. Abriu a mesma, e nela tinha o cabo de uma rosa, em formato de aliança, com um bilhete.
“Eu prometo que vou te buscar, com um anel lindo em uma mão e no outro um buquê de rosas. Porque amor como o nosso supera qualquer obstáculo... Espera por mim, vida?
Com todo o amor do mundo,
Eduardo. “
So we'll never stop ♪
Sempre me pego pensando como vai ser nesse novo lugar, o que vai acontecer comigo lá, como serão as pessoas, a nova escola, tudo. E a incerteza me incomoda bastante. Não que eu tenha medo de mudanças, eu até as acho úteis em determinados momentos. Momentos em que a situação atual não te agrada. Mas agora, eu estou tão bem e feliz. Estou apaixonada, vivendo um momento mágico dessa paixão. Possuo amigos fantásticos e capazes de fazer qualquer coisa pra me ver com um sorriso no rosto, tenho me divertido bastante, e aproveitado minha adolescência... Aí, durante minha fase tão boa, recebo a notícia que tudo vai ter que se modificar, o que me estressa bastante, pois estou certa que nem de longe o meu próximo ano será tão bom quanto meu 2010...
Não fico só estressada ou chateada, fico extremamente triste e amedrontada. Tenho medo do que essa mudança vai causar em minha vida, em minha relação com meu amor. Parece que uma vozinha, bem lá no fundo, fica falando que vou perdê-lo. Ele sente o mesmo, eu sei... Essa possibilidade da perda tem me gerado insônia e choros frequentes... Noite passada, por exemplo, demorei horas pra dormir, pensando nisso. Procurando uma solução, algo que garanta que nada entre eu e ele vai mudar... E só achei uma resposta 'Isso só depende de mim, de nós...' Foi então que decidi lutar pra manter esse amor vivo em nós, manter esse amor crescendo. Afinal, o Rafael é meu maior presente, é o motivo de cada sorriso meu. Sem exagero, minha vida se resume a ele de uns tempos pra cá, e eu não posso deixar que isso acabe. Porque, caso nosso relacionamento chegue ao fim, meu fim virá junto... Simples. Parece obcessão, mas não é. Isso se chama amor ou mais do que isso, sei lá também... É impossível de definir, e não ligo pra definições. Ligo pro que eu quero, pro que eu preciso e tudo o que eu necessito é do Rafa...
Ah, a gente não namora, mas e daí? Não preciso que meu status no orkut mude, para que eu me sinta dele, para que eu me sinta sua namorada... Posso não chamá-lo de 'meu namorado', mas o chamo de 'meu amor' o que é muito melhor... E outra, a gente vai namorar, um dia, tenho certeza. Enquanto isso, ele continua sendo meu atual futuro namorado. E a ele eu faço a promessa abaixo:
'Vida, eu sei que nosso caso é complicado, mas obstáculos nunca nos impediram de seguir em frente. Não vai ser essa barreirinha que vai nos fazer parar. Pelo menos, não a mim... Eu te prometo que vou lutar por nós, incansavelmente. Porque eu te amo mais que tudo e não posso deixar que a melhor pessoa que já conheci escorregue por entre os meus dedos e ir embora, eu não aguentaria a dor dessa perda... Ah, você é tudo o que eu preciso, até a última batida do meu coração. E eu te juro que serei exclusivamente sua até lá...'
Bem, o resto dos meus medos e preocupações não vem ao caso aqui. Pois eu sei que se o meu amor estiver ao meu lado, terei coragem pra enfrentá-los e sei que vencerei. Afinal, o amor não dá coragem pra realizar coisas inimagináveis...
sábado, 11 de setembro de 2010
A boring Saturday.
Teve palestra na escola. Achei que ia ser um porre, mas até que foi legalzinho. Aceitável, sei lá... O escritor que fez a palestra era mineiro como eu, haha. Fiz umas perguntas lá, e viajei legal. Porque adoro escrever, mas enfim...
O melhor de tudo foi a Babi falando pro cara que não tinha gostado do livro... A cara que o Marco Simas fez foi muito engraçada. Sabe aquela feição de quem diz 'Vai se foder, garota...Tá falando isso por que? ¬'. E eu ri...
A Barbara foi sequestrada pela minha mãe e veio aqui pra casa. Não fizemos nada demais, só conversamos e jogamos The Sims, porque a sem cultura nunca tinha feito isso. Vê se pode, em pleno século 21... Só a Babi...
Eu não tenho nada mais pra dizer. O meu dia foi meio parado demais... Mas como sempre, pensei muito no Rafael. Isso tá me estressando já, cara. Penso nele todo o tempo...Penso mais nele que em mim, e agora?
Ah, depois, eu apareço aqui. A noite chega aí, e ela é uma criança. Como eu não sou, vou curti-la pra caramba. Faço meu relatório depois...
X.O.X.O ;*
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
I see you ♪
I spend all my time just thinking about you ♪
Levantei da cama, com uma cara de zumbi com sono, e fui fazer aquelas coisas básicas, como escovar os dentes, tomar banho, vestir o uniforme e passar maquiagem, pra disfarçar os efeitos de poucas horas de sono. Efeito devastador, diga-se de passagem. É incrível como (a falta) do sono de beleza acaba comigo... Passei o meus fiéis corretivo e base, e meu companheiro confirmado lápis de olho, e fui pro colégio. Mais um dia de aula. De vez em quando, ou melhor, de vez em sempre, me pergunto porque vou à escola, nessa rotina cansativa de matérias, deveres, provas, etc...Afinal, se o mundo vai mesmo acabar em 2012 nem chegarei a fazer vestibular, mas como não é certeza do 'fim mundial' , lá vou eu...
Tive aula de Química 2, com o Felipe, com quem me dou tão bem que nos chamamos de pai e filha. Criamos macetes idiotas pra gravas as excessões de óxidos e tal... A aula voou.
Depois, veio algébra, e o tempo parou... Quando não conseguia mais prestar atenção na aula, o que não demorou muito tempo, peguei o Smartphone do meu amigo, e fiquei escrevendo um texto pro Rafa no Word do celular... Saiu bem grande e bonito. É bem mais fácil pra mim escrever pra ele, bem mais comum que eu escreva pra ele, do que preste atenção nas aulas, principalmente, de matemática... Até porque, hoje, eu me sentia tão inundada de paixão e encantamento que não deu pra me conter, tive que escrever. Escrevi, escrevi, escrevi, escrevi... Viajando, mergulhando nos meus pensamentos. Esqueci por um momento que estava na sala de aula... Mas, como nada é perfeito, o professor me mandou voltar ao mundo real, e copiar a matéria. Eu o fiz, sem prestar a mínima atenção, confesso... Mas isso é normal, e também não vem ao caso aqui...
Depois, tive aula de Biologia, e foi a melhor do dia. Eu sempre me divirto muito nas aulas do Cleuber. Ele é escroto, engraçado, e fala tanta merda quanto nós alunos... Adoro as aulas dele. Tanto que nem vejo o tempo passar... Foi assim hoje. Até me concentrei na aula, deve ser por isso que gabarito as provas dele... Ah, mas teve uma hora que ele falou de radiação ionizável, que penetra mais, e com facilidade. Tive que chamar o Paulo, e falar uma piadinha idiota e safada Faz parte de mim, não dava pra deixar passar a oportunidade, poxa. E ele riu, e depois, todos que ouviram riram junto, porque foi um trocadilho muito fail, mas enfim...
Depois, a gente saiu pra comer, eu, Babi, Jordana e o Lucas Aquino. Pra gente tudo é festa, até um lanche... Rimos pra caramba. E ah! Encontrei alguém tão viciado em Coca quanto eu, o Lucas... Pulando isso...
Tive muita sorte, acordei bem na hora que o sócio do colégio entrou na sala, falando que quem dormisse perderia ponto no projeto... Por um tris!
Depois, eu não fiz mais nada demais. Fui na casa da Carol D. zoei um pouco com ela. E a abusadinha me escrevizou, mandando eu fazer o dever de Biologia dela. Matéria era antiga, e eu não sou do tipo nerd pra lembrar... Tenho me dedicado mais a entender o Rafael, o quanto o amo e como fico mais apaixonada a cada dia, do que entender quais são as estapas da fotossíntese...
Já ia me esquecendo, comprei uma lingerie linda, preta e sensual... Carol disse que é porque to me prevenindo caso o Rafa apareça por aqui. Talvez, seja né ? O subconsicnete tem poder... HAHAHA.
Enfim, eu to com saudades do meu amor. Porque nao conversamos muito tempo hoje. Estou contando os minutos pra ele entrar. Agora, faltam exatamente 73 minutos... será que vai demorar muito? Tomara que não...
Ah, já disse tudo o que aconteceu hoje... Se acontecer algo espetacular, eu volto pra contar...
X.O.X.O ;*